Polícia interrompe batismo em igreja por reunir 30 pessoas, na Inglaterra
18/11/2020 16:14 em Igreja

Policiais impediram uma igreja evangélica de realizar um serviço de batismo em violação das restrições nacionais de confinamento do coronavírus.Cerca de 30 fiéis se reuniram na Igreja Angel, no norte de Londres, no domingo (15), antes que a Polícia Metropolitana interrompesse o culto.

O pastor Regan King, 28, disse que queria realizar o batismo desafiando as restrições porque ele "serviu a um bem maior".

Duas vans da polícia e um carro da polícia estavam estacionados em frente ao prédio da igreja Mount Zion Hall em Clerkenwell, enquanto cerca de quatro policiais pararam na entrada para impedir as pessoas de entrar.

“Disseram-nos para não fazermos um batismo e a polícia começou a impedir as pessoas de entrarem na igreja, então decidimos tomar outras providências”, disse o pastor.

Ele contou que havia 20 pessoas aqui inicialmente e aumentaram para cerca de 30.

Questionado sobre o motivo de ter decidido violar as restrições, o Pr. King disse: "Porque acredito que servimos a um bem maior. Temos um bem maior do que seja lá o que for."

Referindo-se à presença policial, ele disse que não era algo que quisesse.

“Este é um serviço essencial que prestamos. É sobre amar o nosso próximo, e você pode conversar com várias pessoas aqui que são extremamente vulneráveis, sem-teto ou prestes a ficar muito isoladas”, declarou.

Culto e oração

A polícia permitiu que 15 pessoas permanecessem dentro da igreja, enquanto outras 15 participaram de um culto ao ar livre nas proximidades com distanciamento social.

Um homem de 22 anos de Lambeth, que participou do culto ao ar livre, mas não quis ser identificado, disse: "Embora as restrições permitam que as pessoas vão ao supermercado para comprar comida, acho que é preciso considerar alimento espiritual também."

Ele disse que durante o culto ao ar livre, os fiéis oraram pela "polícia, imprensa e as pessoas que queriam encerrar a reunião".

Um porta-voz do Met disse que os oficiais conversaram com o pastor após relatos de que ele pretendia realizar um "batismo e um culto pessoal".

"Os oficiais explicaram que, devido à Covid-19, existem restrições que impedem reuniões e que penalidades financeiras podem ser aplicadas se forem violadas”, disse o porta-voz.

"O pastor concordou em não prosseguir com o batismo ou com o culto interno em pessoa”, contou. Em vez disso, foi realizada uma breve reunião socialmente distante ao ar livre, que foi acordada pelos oficiais como um meio-termo sensato nas circunstâncias.

"Um grupo de apoio para adultos vulneráveis ​​foi autorizado a proceder normalmente, pois estava de acordo com a legislação pertinente", disse.

Fonte: Guiame

 

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