Rabino explica porque o Messias esperado pelos judeus será o anticristo
24/07/2020 14:58 em Mundo

A pandemia de coronavírus cumpre alguma profecia bíblica? Como reconhecer o anticristo? O que acontece quanto o Terceiro Templo for construído em Jerusalém? Estas e outras perguntas sobre o fim dos tempos foram respondidas pelo rabino Mário Moreno na série de lives do Guiame.

Diante dos atuais acontecimentos ao redor do mundo, Mária Moreno, que é fundador da Congregação Judaico Messiânica Shema Israel, diz que é essencial estar atento aos sinais. 

“Todo o Apocalipse está dentro da Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia. Quando fazemos essa conexão e lemos os sinais que estamos vendo em nosso dia a dia, começamos a ficar preocupados, porque está acontecendo muito rápido”, alerta.

Ao esclarecer por que vivemos no fim dos tempos, o rabino explica que a tradição judaica diz que o mundo está destinado a existir por 6 mil anos, que são divididos em três etapas: 2 mil anos do que é conhecido como “tempo do caos”,  2 mil anos da “era da Torá” e 2 mil anos da “era do Messias”.

“Hoje estamos no ano 5780, mas sabemos que houve um erro no calendário, então já estaríamos vivendo no ano 6 mil ou mais. Isso significa que, pela tradição judaica, já estamos vivendo a era messiânica”, pontua. “O judaísmo associa esses tempos com os dias da criação. Então, segundo a tradição judaica, nós estamos no sexto dia, precedendo um grande shabat, que seria o que nós conhecemos como milênio”.

Ele ainda observa que essas informações são muito compartilhadas nas sinagogas e no meio rabínico, mas desconhecidas pelo mundo. Por isso, ele alerta: “Estamos vivendo no fim, ou seja, Yeshua (Jesus) irá aparecer muito em breve. Mas as pessoas estão vivendo de acordo com o que a Bíblia disse que iria acontecer, preocupadas com suas próprias vidas, em recuperar aquilo que perderam, sem parar para ver a questão espiritual”.

Pandemia e fim dos tempos

Questionado se a pandemia do coronavírus é o cumprimento das profecias bíblicas, o rabino apontou o trecho bíblico de Mateus 24:7, que diz: “Haverá fomes, pestes e terremotos em vários lugares”.

Por outro lado, ele acredita que a atual pandemia é apenas um “prenúncio” daquilo que está por vir. “Quando vier a Grande Tribulação, isso vai acontecer em uma escala muito maior”, afirma.

“Nós vemos, pelo livro de Apocalipse, que cerca de 70% da população mundial vai morrer em sete anos. Os números e as condições são diferentes, mas a atual pandemia é um indicativo de que isso vai acontecer. Nós estamos no caminho”, acrescenta.

Como identificar o anticristo?

Muitas são as especulações sobre quem seria o anticristo e Mário Moreno as considera “distrações”. Ele ainda destaca que o anticristo não vai vir do catolicismo, nem do islamismo, mas sim do judaísmo.

Para destacar as características do anticristo, ele se baseia nas características do Messias esperado pelos judeus, de acordo com as tradições judaicas. “Para eles não é o anticristo, para eles é o Messias”, explica.

As características do Messias aguardado pelos judeus, mencionadas pelo rabino como do anticristo, são:

- Vai ser um descendente direto do rei Davi, da tribo de Judá;

- Vai ser não só um líder religioso, mas o maior líder político que o mundo já viu;

- Vai supervisionar a reconstrução do Terceiro Templo;

- Vai restabelecer o Sinédrio e os sacrifícios;

- Vai juntar o povo judeu na terra de Israel.

“Como valor falar de um Messias, que para nós é o anticristo, que não seja judeu?”, questiona Moreno. “O anticristo tem que ser judeu e ser descendente de Davi. Em 2 Tessalonicenses 2:4, o apóstolo Paulo diz que o filho da perdição vai se assentar no Templo proclamando ser Deus. Ele não pode ser um gói (gentio), mas sim um judeu”. 

Ele ainda destaca que o que a Bíblia chama de “homem do pecado” seria “para os judeus, o Messias, para os seguidores de Jesus, o anticristo”. 

“Durante algum tempo, ele vai agir de uma forma e depois ele vai se transformar e começar a se revelar. A profecia de Daniel aponta que ele irá agir de um jeito por 3 anos e meio, e vai se revelar de outra forma nos outros 3 anos e meio”, explica.

Terceiro Templo em Jerusalém

Em Israel, o projeto do Terceiro Templo, os sacerdotes foram treinados e a novilha vermelha já foi encontrada. Diante disso, o rabino aponta que falta apenas uma coisa: a Mesquita de Al-Aqsa, com sua simbólica cúpula dourada, sair dali.

“Os judeus oram para que haja um terremoto ali e só um prédio caia, que é justamente a mesquita”, explica Moreno.” Os arqueólogos descobriram que existe uma falha geológica que passa pelo vale do Jordão, que chama-se Vale do Rift”.

Ele ainda acrescenta: “Eu até costumo brincar que, no dia que você ver notícias sobre um terremoto em Jerusalém e a queda da mesquita, prepare as suas malas porque está na hora de ir embora para casa”.

O rabino acredita que a reinauguração do Terceiro Templo irá acontecer no período da Festa dos Tabernáculos, também conhecida como Sucot.

“Quando o Primeiro Templo foi construído, ele foi inaugurado em Sucot. Quando Esdras e Neemias fizeram a reconstrução do Segundo Templo, a reinauguração foi em Sucot. Nada mais óbvio que o Terceiro Templo seja reinaugurado numa Festa dos Tabernáculos, que é a festa do Messias”, afirma Mário Moreno.

Fonte: Guiame

 

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